Abutres na Assembleia Municipal da Covilhã

fachada assembleia

Vou contar uma história. Acreditem nela, se quiserem. Certo dia, Carlos Abreu, presidente da Assembleia Municipal da Covilhã, interrompeu a sessão e pediu ao povo, que apelidou de público (de um triste espectáculo, diga-se), que abandonasse a sala.

A palavra abutre foi utilizada tantas vezes e com tantos significados que a própria ave de rapina se sentiria ofendida, se também ela estivesse presente na assembleia, na dita tarde em que o povo foi “convidado”, sob ameaça de chamarem as “autoridades” (Polícia Internacional e de Defesa do Est… Esperem lá! Por momentos pensei que estava em Maio de 63. Polícia de Segurança Pública), a colocar o “rabinho entre as pernas” e abandonar a casa que é sua (alegadamente).

Só um estúpido é que pensa que alguém pensa que o presidente pensa que pode acordar um dia de manhã e decidir fechar um Espaço (das Idades) que ele inaugurou e ao qual deu o nome! Palavra de presidente! E já agora, os abutres aproveitadores são aves de rapina do piorio. Só os velhinhos é que não vêm! E o abutre-metáfora? Uma espécie rara! Um dos grandes dessa espécie está moribundo e em fase de decomposição e leva para a cova com ele um nado-morto! Diz o homem da esquerda, galvanizado! E a assembleia aplaude o outro! O homem que se atreveu a virar as costas aos senhores da Covilhã, que em tempos o acolheram! E as mãos dos presentes que embatem loucamente, criando poluição sonora aos ouvidos dos homens do presidente, surgem como mote para a interrupção dos trabalhos e a expulsão do povo eufórico, que em fúria ficou com tal decisão!

E agora perguntais vós, que porventura já lestes alguns dos meus artigos de opinião, no blogue ou nalgum órgão de comunicação, que texto é este? Que sentido pode ter este artigo sem pés nem cabeça? É fácil! Segue na linha da actual discussão política que se faz nesta cidade. Deixem-se de tolices, senhores! Não há espaço para ouvir e analisar as vossas propostas enquanto o debate estiver centrado nos ataques políticos, pessoais e frequentemente gratuitos. O futuro da Covilhã, bem ao estilo do país em que vivemos, exige consenso, mas para isso os senhores devem fazer uso do vosso bom senso.

Ivo Rocha da Silva

Covilhã, 28 de Maio de 2013

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