SC Olhanense 0 – 0 SL Benfica | O Escândalo de Olhão

Ao contrário do que é habitual, vou começar por analisar o ESCÂNDALO, é disso que se trata, que ocorreu na noite de ontem, no terreno do Olhanense.

Quem já foi federado e jogou futebol, como eu, durante vários anos, sabe que aquilo acontece. Num lance em que a bola é disputada em simultâneo de forma tão dura há sempre a grande probabilidade das pernas se deslocarem involuntariamente. É o que acontece neste lance. Numa das repetições em câmara lente vê-se claramente o Pablo Aimar a retrair o pé, para evitar o toque. Nunca, em tempo algum, isto é lance para expulsão. É um erro imperdoável do árbitro João Capela e muito me espanta que “críticos de bancada” venham reprovar o treinador do Benfica por tocar no assunto, mas não admira, já que são os mesmos que falam de justiça no resultado e fraca exibição das duas equipa. Isto faz algum sentido quando um candidato ao título joga com uma equipa que não sabe jogar futebol, antes sabe fazer um antijogo do piorzinho que há no campeonato português? Se o árbitro queria ser tão escrupuloso deveria ter assinalado penalti ao minuto 77, quando um jogador do Olhanense desvia com o braço a bola que ia direitinha à baliza e para golo, num cabeceamento do Luisão. Não é também um lance à queima-roupa? Não prejudica gravemente o Benfica? Se os critérios fossem iguais também Maurício teria sido expulso pelas agressões. Por tudo isto e muito mais, o jogo de ontem é um escândalo de vergonha no futebol português.

Pouco se pode falar em futebol na noite de ontem. A equipa de Olhão entrou no jogo com um único objectivo: conseguir a igualdade a zero e cumprir o brilharete de empatar com os três grandes em casa. O terreno do Olhanense estava terrivelmente mal tratado, com mais terra do que relva e mais buracos do que um campo de golfe, onde, para uma equipa com a qualidade do Benfica, o futebol é impraticável. O Olhanense aproveitou-se disso e juntou-lhe o seu antijogo, que não se via há muito tempo no futebol português, para arrancar um empate a zero. O Pablo Aimar entrou com intuito de encontrar a solução para aquela táctica, que de futebol nada tem,  mas é vergonhosamente expulso por João Capela, num lance sem NENHUM motivo para cartão vermelho. Depois a confusão instala-se, e não é para menos. Esse é o escândalo de Olhão e é o lance que mata o jogo do Benfica. Recordar ainda que no mesmo lance Maurício agride Aimar, e o mesmo Maurício volta a agredir um jogador do Benfica dentro da área do Olhanense, minutos depois, e, ainda assim, jogou durante os noventa minutos. Luisão marcaria golo ao minuto 77, se o jogador do Olhanense não calha a desviar a bola com o braço. Mas já antes o árbitro tinha mostrado cartão amarelo a Emerson sem qualquer razão. Assim é fácil condicionar a defesa adversária. Aquele sujeito pequeno, cujo nome Salvador se aplica ao jogo de ontem, tinha a lição bem estudada para arranjar um cartão amarelo ao Emerson. Provoca o jogador do Benfica que, como se vê claramente nas repetições, apenas pergunta o que é que o pequenote quer. João Capela faz prova da sua incompetência ao mostrar cartão amarelo aos dois. É um jogo para relembrar que o futebol português é uma anedota. O Saviola tem um lance nos últimos minutos de jogo que não consegue concretizar em golo, para o regozijo dos senhores do antijogo, e que serve, involuntariamente, para nutrir a injustiça do futebol português.

3 pensamentos sobre “SC Olhanense 0 – 0 SL Benfica | O Escândalo de Olhão

  1. Para as três bestas que aqui comentaram recorrendo ao insulto: Os comentários foram apagados. Se há coisa que não admito é que me insultem por dar uma opinião pessoal, sem medo de utilizar o meu nome. Ao contrário de vocês, uns merdas que comentam no anonimato.

  2. Tens toda a razão no lance do Aimar. É claramente involuntário, e há muita gente a comentar isso em blogs.

    Pena é que, nos programas de televisão, não haja uma alminha que consiga perceber (e explicar) que a força cinética é devolvida às pernas dos jogadores que chutam em simultâneo a bola e que, por isso, o movimento das pernas de ambos os jogadores é involuntário.

    Além de que o jogador do Olhanense não fica aleijado… Agarra-se ao tornozelo direito e não à virilha esquerda…

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