“Forças Armadas devem derrubar governo”- Capitão de Abril insiste. Golpe de Estado em Portugal?

Otelo Saraiva de Carvalho volta a defender uma intervenção das Forças Armadas, num cenário em que a “perda de soberania” em Portugal está a “ultrapassar os limites”. Numa palestra em Coimbra, o ‘capitão de abril’ considerou que “há uma submissão da Europa à Alemanha”. Otelo pede um “novo 25 de Abril” e quer que as Forças Armadas “derrubem o Governo”. PTJORNAL – 15 Março 2012

Um homem que faz parte da nossa história.

Otelo Saraiva de Carvalho foi o responsável pelo sector operacional da Comissão Coordenadora do MFA e foi ele quem dirigiu as operações do 25 de Abril, a partir do posto de comando clandestino instalado no Quartel da Pontinha. Em 1976 ficou atrás de Ramalho Eanes na corrida à presidência da república. Para além do percurso atribulado que incluiu a acusação e respectiva prisão por pertencer a um grupo terrorista, destaca-se ainda a sua aparição no programa erótico da Sic, Sex Appeal (não querendo ser irónico).

Vamos ao que importa.

Em 2011, admitiu que se soubesse como o país ia ficar, não teria realizado o 25 de Abril. Otelo lamenta as “enormes diferenças de carácter salarial” que existem na sociedade portuguesa: “Não posso aceitar essas diferenças. A mim, chocam-me. Então e os outros? Os que se levantam às 05:00 para ir trabalhar na fábrica e na lavoura e chegam ao fim do mês com uma miséria de ordenado?”. Para este capitão de Abril, o que mais o desilude é “questões que considerava muito importantes no programa político do Movimento das Forças Armadas (MFA) não terem sido cumpridas”. Uma delas, que considera “crucial”, era “a criação de um sistema que elevasse rapidamente o nível social, económico e cultural de todo um povo que viveu 48 anos debaixo de uma ditadura. Este povo, que viveu 48 anos sob uma ditadura militar e fascista merecia mais do que dois milhões de portugueses a viverem em estado de pobreza”. Esses milhões, sublinhou, significa que “não foram alcançados os objectivos” do 25 de Abril.

As recentes queixas dos militares e a crescente indignação do povo junta-se numa mescla perigosa para a segurança do Estado. Mas seria esta uma solução válida? De que valeria e quais as consequências de tal acto?

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