Eu, Ivo
O reconhecimento é uma consequência, não um simples objectivo…Arquivo para Rubrica de Literatura
Volumes de Babel – 28 Outubro 2009
VOLUME NOVIDADE
“Caim” de José Saramago
Impossível não mencionar “Caim”. José Saramago escreve sobre religião da maneira pouco ortodoxa a que já nos habituou. Após declarar que “a Bíblia é um manual de maus costumes”, Saramago provocou uma onda de reacções disparatadas. “Caim”, da Caminho, está disponível nas livrarias a 16, 91 €. Poderá adquiri-lo na Bertrand por 15, 22 € seguindo o link http://migre.me/a6hg
VOLUME SUGESTÃO
“A Noite Fatal” de Herbert Adams
Herbert Adams, grande romancista do século XX, escreveu ”A Noite Fatal”, obra publicada em Portugal nos anos 40. A intrigante história leva-nos a conhecer uma família com problemas graves por resolver. Uma jovem e viúva madrasta chama os filhos do falecido marido à mansão para anunciar o casamento com outro velho oficial. A notícia cai como uma bomba entre os irmãos que, como descobrirá com o desenrolar da trama, não têm razões para gostar da madrasta. Na manhã seguinte, a jovem viúva é encontrada morta no seu quarto. Só no último capítulo nos é revelado o autor de tão nefasto crime. Uma história brilhante que fará vibrar os verdadeiros amantes do romance policial.
VOLUME INFANTIL
“Aprender a tabuada” de Carol Vonderman
Um volume indicado para crianças entre os seis e os dez anos. Contém dicas, truques e concelhos práticos para ajudar os mais pequenos. ”Aprender a tabuada”, da Civilização, está a venda nas livrarias a 9,99 €. Poderá adquiri-lo na Bertrand por 8,99 € seguindo o link http://migre.me/a6kC
Ivo M. Silva
Volumes de Babel agora às terças-feiras
VOLUMES DE BABEL às terças-feiras
Terça-feira, 20 Outubro 2009
NOVIDADES LITERÁRIAS

A Noite do teu Aniversário de Lionel Shriver conta a história de Irina McGovern, ilustradora de livros infantis, que vive confortavelmente com Lawrence Trainer, e todos os Verões almoçam com o jogador profissional de “snooker” Ramsey Acton, para celebrarem o aniversário deste. Certo ano, depois do divórcio de Ramsey e quando Lawrence, especialista em terrorismo, se encontra em Sarajevo, Irina e Ramsey jantam juntos, e depois de alguns “cocktails” e marijuana, Irina sente-se tentada a beijar Ramsey. A partir daqui, Shriver conduz os leitores por uma narrativa dupla: uma delas consiste no que Irina imagina que teria acontecido se tivesse cedido à tentação; na outra, Irina fica com Lawrence enquanto fantasia com Ramsey. O resultado é um romance impressionante.
SABIA QUE…
LISA GARDNER começou a sua carreira a editar sob o pseudónimo Alicia Scott e que o romantismo dominava o seu trabalho? No final da última década do século XX a autora decidiu mudar de género e ao romantismo dos primeiros livros passou a aliar o suspense. «Minha até à Morte», o seu primeiro grande sucesso, atinge os 6 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, tornando-a uma das mais aclamadas escritoras norte-americanas. Em Portugal foram editados, pelo Círculo de Leitores, alguns dos seus melhores títulos: «A Filha Secreta», «O Assassino das Sombras», «A Vingança de Olhos Negros», «O Clube das Sobreviventes», «A Hora da Morte».
“Porque não pediram a Evans?”
Poderia ser uma simples pergunta de rotina mas no caso deste policial é uma questão fulcral. Concluí esta leitura há duas semanas e, apesar de não contar com Poirot ou Miss Marple, este policial, em que a investigação é encabeçada por dois amadores, é a prova de que não só das suas duas criações mais conhecidas se faz a brilhante carreira de Agatha Christie. “Porque não pediram a Evans” é um texto simples e ao mesmo tempo rebuscado com um final diferente que o deixará surpreendido.
“Porque não pediram a Evans?”
O jovem Bobby Jones nunca imaginou que o seu hobbie favorito poderia ser perigoso. Numa das suas tranquilas partidas de golfe, Bobby atira inadvertidamente a bola para uma falésia. O que encontra é surpreendentemente macabro: um homem moribundo que, num último sopro de vida, pergunta “Porque não pediram a Evans?” Perseguido por estas palavras, Bobby alia-se à sua irrequieta amiga Frankie na busca pela verdade. É que os dois amigos não estão satisfeitos com o resultado do inquérito conduzido pelas autoridades, que aponta para acidente. A determinação deles vai, contudo, enfrentar os maiores obstáculos e, pior, colocar as suas vidas em perigo.
Porque Não Pediram a Evans? (Why Didn’t They Ask Evans?) foi originalmente publicado na Grã-Bretanha em 1934, ano em que seria igualmente publicado nos Estados Unidos. Foi adaptado para a televisão em 1981.
A Vida
Quem passou pela vida em branca núvem / E em plácido repouso adormeceu;
Quem não sentiu o frio da desgraça, / Quem não lutou, quem não sofreu
Só passou pela vida, não viveu!
(Pequena alteração às sábias palavras de Francisco Octaviano)
A Noite Fatal
Este foi o primeiro romance policial que li, já lá vão uns bons anos. Ainda anda cá por casa mas está já bastante velhinho. Acho que foi com ele que começou a minha paixão, e dizem por ai que não há amor como o primeiro. O livro foi publicado em Portugal nos anos 40 e é daqueles com mais de trezentas páginas. Não sou, nem nunca serei um amante de livros enormes mas este valeu cada palavra. Se a memória não me falha “A Noite Fatal” e “Código Da Vinci” foram os únicos com mais de 300 páginas. Dos famosos finais de policiais este foi aquele que mais me marcou, talvez por ser o primeiro. Apesar de ter já o faro apurado para estas coisas, com os livros de Enid Blyton, pensei em todas as personagens menos naquele que no final descobrimos ser o culpado. Fica a sugestão para quem gosta de ler e tem paciência…
Como o livro anda perdido por aí algures no meio de tantos outros, não tenho a sinopse e também não a encontro na internet. A obra é de Herbert Adams, uma mente brilhantemente criminosa e trata-se de uma jovem madrasta que chama os filhos do falecido marido à mansão para anunciar o casamento com um velhote (antigo oficial, penso eu). A notícia cai como uma bomba entre os vários irmãos, todos eles com razões para matar a madastra. Não se deixem enganar pelas várias descobertas bem pertinho do fim porque só mesmo bem no final é revelado o verdadeiro culpado.
O Natal de Poirot
Como apaixonado e profissional no ramo admito que é uma vergonha que um dos propósitos do sítio não esteja a ser utilizado. Hoje trago um livro…
O livro que proponho é mais uma obra da mestre, esse exemplo de criatividade, genial e não comparável, a única mulher morta que mexe comigo (que macabro!)… Agatha Christie. De quem sou fã e admiro mais que muito. Li este livro há quase um ano, um empréstimo de uma amiga, que tem um pai que partilha comigo a paixão pelo policial. Resta dizer, evidentemente, que se trata de “O Natal de Poirot”. Que não é o melhor mas é sem dúvida o mais intrigante de todos. Há muita criatividade no livro e até a mim me trocou todo. A história é admirável e que tem aliás algo em comum com uma coisinha que estou a escrever. Devo também dizer que a luta pela edição de “A Roda dos Vinte” está agora mais próxima de terminar graças a uma senhora que merece uma menção. Obrigado Natália! Enfim… fiquem com ”O Natal de Poirot”.
Colecção: Obras Agatha Christie
Nº págs.: 208
Editora: Edições ASA
Preço: 10,00 € (com IVA 5%)
É véspera de Natal. A reunião da família Lee é destruída por um ensurdecedor barulho de mobília a partir-se, seguido por um grito de agonia. No andar de cima, o tirânico Simeon Lee encontra-se morto num lago de sangue com a garganta cortada.
No entanto, quando Hercule Poirot, que se encontra na zona para passar o Natal com um amigo, oferece a sua ajuda, encontra uma atmosfera não de luto mas de suspeita mútua. Parece que toda a gente tinha as suas razões para odiar o velho….
P.S. – O Natal de Poirot (Hercule Poirot’s Christmas) foi originalmente publicado na Grã–Bretanha em 1938. No ano seguinte sairia a edição americana, que adoptou o título Murder for Christmas. A edição de bolso teria ainda um outro título: A Holiday for Murder. A adaptação para televisão, protagonizada por David Suchet, foi feita em 1994.
BOAS FESTAS… pelo corpo todo!
Um corpo na biblioteca
Mais uma obra de mestre… da mestre! Estou a falar de Um Corpo da Biblioteca de Agatha Christie. Fiquei ontem pelo capitulo dezoito e deixei o último para hoje de manhã. Acabei de ler já no comboio e mais uma vez nota dez. A reviravolta final, a simplicidade de Miss Marple e o charme de Sir Henry contagiam qualquer um.
«Um Corpo na Biblioteca que está morto… mas recomenda-se!»
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Autora: Agatha Christie (10/10)
Editora: Edições ASA
Colecção: Obras de Agatha Christie
Sinopse:
Ela era jovem, loura e usava demasiada maquilhagem. O coronel Bantry e a mulher, Dolly, nunca a tinham visto antes… de a encontrarem morta no tapete da sua biblioteca!
Quem é ela? Como é que foi ali parar? E qual a sua relação com outra jovem assassinada, cujo cadáver será posteriormente descoberto num carro incendiado? O respeitável casal Bantry convida a pessoa mais eficiente que conhece no que a mistérios diz respeito: Miss Jane Marple.
E quando o enigma se adensa e a investigação aponta para vários suspeitos possíveis, a astuta soltierona faz jus à sua fama de implacável bisbilhoteira.

