É nestas ocasiões que tenho pena de não ter a máquina comigo. Logo de manhã vou buscar a Micky e vamos até ao Calvário. Quando venho para baixo lembro-me que tenho umas coisas pendentes no centro de emprego. Prometo-lhe que são só cinco minutos e ela fica à espera no carro. Quando chego lá dentro está aquela m*rda cheia de gente quase a subir pelas paredes. Tiro a senha e encosto-me à parede ao pé da porta, na minha. Estou bem descansado da vida quando um homenzinho com cabelo tipo Zé Sócrates, um casaco destes cheios de espuma (curiosamente há uns parecidos na Pull, deve ser moda) Enfim… o homem vem meter conversa comigo! Era hora de almoço! “Istio é sempre o mésme!” Eu ri-me. Não do homem mas da maneira de falar e do tique de abrir e fechar os olhos com muita força. “É assim” respondo-lhe eu. Vira-se ele “Vã a encher a mula e o zé..é povinho é que se f*die”. “Pois”. Não tardou muito para aparecer a Micky a reclamar comigo! “Achas bem? Quero ir almoçar“ e coiso e tal! E eu “ Devo estar quase a ser chamado” E ela continuava com o estrilho e eu baixinho “Micky”! Enfim… ela decidiu por ir comer à cantina e foi-se embora! O homem? Esse continuava lá! “é a sua namorada? tén o nome do rate” Eu ” Não. Ela chama-se Micaela mas chamam-lhe Micky” “Á tabén!”.. Lá se calou por uns bons minutos. Entretanto o senhor Barata, funcionário do IEFP diz que vai sair para almoçar. Só se ouve o homenzinho a alto e bom som… “Há pessous que nein merece o chã que pise” … Juro que não comento! Só queria ter uma máquina naquele momento para gravar mais um dos cromos da Covilhã!
Fica um vídeo da maior queda desde o Muro de Berlim…
n tem piada
kem fikou a xeca xem almoxo fui eu!!!
bixinho